Eu te daria uma flor. Daria uma flor vermelha. Assim como me deram
um dia.Essa flor,suavemente lisa.Suavemente vermelha.Com suas próprias
digitais,com as suas digitais.Ela que pode ser machucada assim como o coração
também vermelho.Seria o mal de todo o vermelho existente? Seria a suavidade de
suas pétala, suavidade de seus sentimentos?Seria por simplesmente ser ?
Eu te daria uma flor.Te daria um amor.Te daria a mão, para que comigo viesse
aproveitar esse vermelho suave do meu coração.Te mostraria o sangue que por ele passa.
Sangue forte que me fez viva durante esses dias.E eu te mostraria minha fortaleza.Te mostraria.
A flor que aflora dentro de mim ,já não é uma flor vermelha,nem tão pouco branca.Ela se mantém
bruscamente cinzenta.A flor que aflorou meu ser ,era multicolorida ,agora, mono-cor.
Eu te falaria de amor.Te falaria da dor .Te falaria da flor.A flor vermelha ,
começou a sangrar também.O sangue que a fortalecia , o sangue puro que
a fazia vermelha.A flor afloara naquelas circunstâncias.Afloara cinza,preto.
Flor.Dor.Amor.
Trouxeram a bendita flor para o seu amor.A flor vigorou.O seu amor
a fez vigorar, renovar,amar.A flor que já era dita mono-cor, ainda ficou mono-cor,
porém vermelha,não cinza.A flor suavizou a dor do amor.A flor revigorou e o sangue que
nela passava ,pulsava cada vez mais o seu coração.A flor.A dor.O amor.Um só.Agora.

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