quarta-feira, 21 de março de 2012

Primavera

Era uma vez , não tão diferente como nas histórias anteriores, duas almas.Destinos totalmente opostos,mas já pre-destinados sem ao menos imaginar.Duas almas distintas sem rumo, sem caminhos escolhidos.Almas,até então, pequenas.Duas pequenas almas.Quando amanhecia,logo se encontravam,sem avistar a luz que cada uma tinha.Dois pensamentos confusos,sem alguma esperança de que um dia encontrassem o caminho certo.As duas almas passaram por verões frios,por invernos quentes sem achar primaveras floridas.Passaram por mares secos,secas molhadas sem imaginar que havia uma lua iluminada.Como as duas almas iam saber que um dia iriam se encontrar?Encontrar?Reencontrar?Diante de tantas esquinas,tantos becos infindáveis; "Num deserto de almas também desertas,uma alma especial reconhece a outra de imediato". E foi assim aconteceu.Quando amanheceu , o verão estava quente , o inverno frio , e havia florescido na primavera.Em qualquer esquina, em qualquer beco , uma alma encontrara com a outra.Não mais duas,agora uma alma que se fundiu a outra.Mares cheios ,destinos certos e caminhos  traçados.





Nenhum comentário:

Postar um comentário